Ultima atualização em 26 de Outubro de 2023 às 22:16
A região amazônica possui uma a extraordinária diversidade de recursos hídricos e sua fauna de peixes é uma das mais importantes e diversas do mundo. Essa grande riqueza de ambientes e recursos hídricos presente no Bioma é utilizada para as mais diversas finalidades. Um grande destaque é a biodiversidade de peixes ornamentais que ocorre em todo bioma, pois além de ser fonte de renda, estão atreladas aos hábitos culturais e à história da própria região.
O peixe comumente chamado de (tetra, mato grosso) e demais nomes populares (Hyphessobrycon grupo “rosy tetra”) é um peixe bastante explorado na região é ocorrem em toda extensão da Amazonia bem como em drenagens adjacentes.
No entanto apesar de ser bastante conhecido no meio ornamental, as relações entre as espécies de Hyphessobrycon “rosy tetra” é um bom exemplo de grupo confuso taxonomicamente.
Dados extensivos mostram que o gênero não é monofilético, assim como a relação interna de seus membros ainda não está resolvida. Seus status taxonômicos são incertos, e suas descrições muito pouco informativas. Além disso, diversas espécies tem sidos descritas ultimamente, demostrando que temos muito que avançar no conhecimento desse grupo.
Nesse sentido de avançar no conhecimento do grupo Hyphessobrycon, nasceu o projeto: Taxonomia integrativa das espécies e populações do clado Hyphessobrycon “rosy tetra” que ocorrem na região hidrográfica Amazônia brasileira e drenagens adjacentes: que foi contemplado no edital CHAMADA 004/2020 – Bolsas de atração de jovens talentos– BJT, da FAPESPA, Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas. O projeto é desenvolvido pelo Doutor em Biodiversidade e Biotecnologia Erick Cristofore Guimarães, que atua como um pós-doc (pós-doutorando) no PPGSND, sob a supervisão do docente permanente do PPGSND Dr. Luis Reginaldo Ribeiro.
O trabalho se encontra em andamento e resultados integrativos preliminares apontam uma diversidade ainda desconhecida pela ciência do grupo para as drenagens amazônicas, com pelo menos três espécies ainda não descritas, e pelos menos duas ampliações de distribuição.
Tais fatos demonstram que há a necessidade de continuar um estudo taxonômico mais aprofundado relacionado a esse grupo, explorando locais ainda não visitados, e sempre que possível utilizando dados moleculares e integralizando métodos.